Assisti a um curta-metragem. Confesso que o vi procurando o falso cognato. Fiquei, no entanto, surpreso ao ver uma bolsa ser metáfora de vida.
O filme é um monólogo. A bolsa, com voz feminina e velha, conta sua história. Conta do nascimento e da infância. Do otimismo de achar que tudo será sempre uma alegria infinda. A felicidade de sentir-se útil. Conta de como a infância lhe é roubada e o medo que sentiu na adolescência. Conta de como tenta se acostumar a vida adulta e as suas contradições. Conta de quando nos perdemos. Conta de quando nos encontramos. Conta, finalmente, do resignado horror que sentimos enquanto aguardamos pela nossa fatal, nossa inexorável aniquilação.
Madre non mi ha preparato a questo e ammetto di avere paura. Qualcuno mi ascolterà qui fuori?