(Poema de Cecília Meireles)
Não te aflijas com a pétala que voa:
Também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
Mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
Ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
Por desfolhar-me é que não tenho fim.